CABRITO NA HORTA

Quem coloca um cabrito para cuidar da horta não pode culpar o destino pela falta de legumes mais tarde. Afinal, se o bicho devora até casca de árvore não comeria a saborosa alface, a prazerosa couve, bem assim as demais hortaliças igualmente apetitosas?  Pensar de modo diferente seria o mesmo que exigir que o bicho preguiça sentisse prazer em fazer flexão ou polichinelo.

Então cuidado lá, pois chegou o ano mais significativo para o Brasil atual, já que em outubro as eleições para o Executivo e Legislativo federal e estadual acontecerão. Se o povo colocar no poder os político que devoram sozinho os “legumes” do País, não terá direito de chorar pela falta deles quando, em 2019, tomarem posse em seus respectivos mandatos.

O Brasil pode ser comparado a uma grande horta que, bem administrado, tem legumes de boa qualidade e com sobra para toda sua população. Se, porventura, para a maioria do povo tem faltado “alface”, “couve” e outras hortaliças, é porque nas últimas eleições “cabritos” insaciáveis e desonestos foram postos em lugares que lhes deu facilidade para devorar a comida alheia.

Para que o erro não se repita, é preciso informar-se bem para votar bem, colocando no Executivo e no Legislativo o político menos ávido a legumes. Mas alguém poderá dizer: não existe “cabrito” que não seja herbívoro. Tudo bem, isto é fato. No entanto, é possível eleger aqueles que se mostrem mais sensatos e mais responsáveis em desempenhar mandato próximo de tanta tentação, como é o caso daqueles que se assentam bem perto do dinheiro público. Aliás, já dizia Margaret Thatcher – a dama de ferro inglesa – que não existe dinheiro público. É verdade, pois dinheiro público nada mais é do que dinheiro do povo que está em cofre público para ser aplicado em favor de quem o colocou ali, ou seja, o povo mesmo. Além disto, um sistema de vigilância do povo sobre os que forem eleitos pode muito bem funcionar como uma verdadeira focinheira para impedir que a devora ocorra de forma contrária aos interesses do País.

Como a “horta” Brasil está sob constante risco, existem aqueles que acham que votar em branco ou nulo é a solução. Não há engano maior do que este. O eleitor que entrar por este caminho só beneficiará o outro que escolheu objetivamente seu candidato.

É fato que daqui às eleições ainda faltam 9 meses. No entanto, como a coisa é muito séria, não se pode pensar em termos de “ainda”, mas de “só”. Ou seja, falta pouco tempo para o eleitor acordar para votar bem, pois quem votar dormindo viverá depois um eterno pesadelo.

Lutero de Paiva Pereira – Advogado ([email protected])

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